Mostrando postagens com marcador estados unidos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estados unidos. Mostrar todas as postagens

06/11/2012

Barack Obama vence Mitt Romney e é reeleito presidente dos EUA


O democrata Barack Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira (6), após uma campanha muito disputada contra o republicano Mitt Romney.
Obama conseguiu, até agora, 274 votos de um total de 538, contra 200 do rival, segundo projeção da AP.

"Isto aconteceu graças a vocês, obrigado. Mais quatro anos", disse Obama - um pioneiro em utilizar politicamente as redes sociais - no Twitter.
A festa da vitória já acontece no McCormick Place, em Chicago, onde Obama acompanhou a apuração.
O democrata foi para a cidade de Illinois, seu reduto eleitoral, já na noite de segunda-feira (5). Durante a tarde desta terça, reservou espaço para jogar basquete, seu passatempo favorito e também um "ritual" para o líder nos dias de eleições.
As pesquisas de intenção de voto realizadas dias antes da eleição apontavam um empate técnico entre os dois candidatos em âmbito nacional, mas com ligeira vantagem para o presidente nos estados-chaves.
No complexo sistema eleitoral americano, é o resultado em cada estado é que importa. Ao votar em um candidato, a população na verdade escolhe um colégio eleitoral dentro de seu estado, composto por delegados, que só então elegerá o presidente.
Em todo o país, o colégio eleitoral reúne 538 delegados, de 50 estados e do distrito de Columbia, onde fica a capital Washington.
Antes da eleição, os estados de Nevada (6 delegados), Colorado (9 delegados), Iowa (9 delegados), Wisconsin (10), Ohio (18), Pensilvânia (20), Michigan (16), Virgínia (13), Carolina do Norte (15), New Hampshire (4) e Flórida (29) eram considerados tecnicamente empatados, e oficialmente poderiam ser ganhos por qualquer um dos candidatos. Obama já possuía ligeira vantagem na maior parte deles, menos na Carolina do Norte e na Flórida.
A vitória em Ohio e na Flórida acabou sendo crucial para determinar a vitória de Obama, após um tenso processo de apuração.
Dia da eleição
Ainda durante o dia, antes do fim da votação, Obama, parabenizou o adversário republicano pela disputa acirrada para a Casa Branca e expressou confiança na reeleição.
"Quero dizer ao governador Romney: parabéns pela campanha animada. Sei que os apoiadores dele estão tão engajados e tão entusiasmados e trabalhando tanto quanto os nossos hoje", disse Obama, enquanto voluntários faziam ligações telefônicas incentivando eleitores a votar. Ele também ligou para voluntários no escritório de campanha para agradecer pelo trabalho feito pela reeleição.
Presidente Barack Obama liga para voluntário de sua campanha durante uma visita ao comitê de sua campanha em Chicago. (Foto: Jason Reed/Reuters)Presidente Barack Obama liga para voluntário de sua campanha duranteuma visita ao comitê de sua campanha em Chicago. (Foto: Jason Reed/Reuters)
Incentivar o voto foi um movimento intensivo dessas eleições, já que a escolha do presidente não é obrigatória nos Estados Unidos. Em suas campanhas, os dois candidatos movimentaram mais de US$ 2 bilhões, e boa parte de seus gastos foram em propaganda.
Obama passou o dia em Chicago e não precisou ir a um local de votação – ele já havia depositado seu voto 12 dias antes, em 25 de outubro, na mesma cidade. O gesto – o primeiro de um mandatário dos EUA na história – foi um modo de incentivar o voto antecipado pelos eleitores, no qual esperava levar vantagem. Segundo estimativas de institutos de pesquisa, cerca de 31 milhões de americanos votaram antes desta terça.
No Quênia, moradores de Nyangoma-Kogelo (430 km a oeste de Nairóbionde nasceu o pai do candidato e presidente dos EUA, Barack Obama, fizeram uma votação simulada para a Presidência dos Estados Unidos. A avó paterna de Obama, Sarah Obama, deixou a reclusão de sua casa, no povoado queniano de Kogelo, para falar por alguns minutos com a imprensa.
"Eu rezo por ele, para que Deus o ajude", afirmou Sarah durante a coletiva de imprensa improvisada no jardim de sua casa. "É uma disputa dura, por isso tenho rezado por ele. Se for a vez dele (vencer), Deus o deixará triunfar", acrescentou.
Sarah Hussein Obama, avó de Barack Obama, é escontada por familiares até sua casa, depois de realizar orações especiais de família, em Nyangoma-Kogelo, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya / Reuters)Sarah Hussein Obama, avó de Barack Obama, é escontada por familiares até sua casa, depois de realizar orações especiais de família, em Nyangoma-Kogelo, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya / Reuters)
Avanços
Obama apostou nos avanços conseguidos em seu governo para permanecer em um segundo mandato. "Nós sabemos que a mudança não viria de maneira rápida ou fácil. Nunca vem", disse ele em 2011 ao confirmar ser candidato à reeleição.
Os slogans sobre "esperança" e "mudança", usados quando o candidato se apresentou como um líder visionário para mudar o destino dos Estados Unidos, sumiram. Sob o lema "América avança", no entanto, a atual campanha de Obama buscou ecoar o mesmo entusiasmo do pleito anterior, afirmando que o país "precisa proteger o progresso conquistado".
Mas o cenário atual é bem diferente. Apesar de muitos problemas do país terem começado antes de sua presidência, Obama tornou-se face da lenta recuperação econômica da nação. Durante a campanha, um raio de esperança surgiu em forma de número: o desemprego caiu para menos de 8%, o menor índice desde janeiro de 2009.

Nos quase quatro anos de governo, Obama não conseguiu cumprir grandes promessas da campanha anterior, como o fechamento da polêmica prisão de Guantánamo, em Cuba, onde estão suspeitos de terrorismo. A reforma no sistema de saúde americano ainda gera divisões. O presidente também é questionado por republicanos descontentes com o posicionamento dos Estados Unidos diante da crise na Líbia – onde quatro funcionários de um consulado americano foram mortos em ataque terrorista – e nos países do Oriente Médio.
Em contrapartida, Obama tentou colocar em prática sua luta por mudanças: além da reforma do sistema de saúde, promoveu mudanças nas regras para o sistema financeiro, ordenou o fim da restrição que obrigava homossexuais a esconder sua orientação sexual nas Forças Armadas, estimulou o relaxamento de leis para jovens imigrantes ilegais, anunciou a retirada de tropas do Iraque e ordenou a ação que resultou na morte do líder da rede terrorista da Al-Qaeda, Osama Bin Laden.
Congresso dividido
Apesar da reeleição, Obama deve continuar enfrentando problemas para aprovar suas medidas no Congresso, que manteve sua divisão: Câmara controlada pelos republicanos, e Senado, pelos democratas.
Isso dificulta o trabalho do presidente – ele precisa usar sua base nas casas para que elas proponham e aprovem as leis e reformas de seu interesse.
Na eleição de 2008, os democratas também ganharam a maioria no Senado e na Câmara de Representantes. Nas eleições legislativas de 2010, entretanto, os republicanos recuperaram a maioria entre os deputados – atualmente, são 241 republicanos e 194 democratas.
Fonte: globo.com

04/05/2011

Obama decide não divulgar imagens do corpo de Bin Laden.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu por fim não divulgar as imagens do corpo do líder terrorista Osama bin Laden, ao alegar que Washington não o considera "um troféu" e para evitar que a publicação incitasse à violência dos extremistas. Obama anunciou sua decisão em entrevista concedida ao programa "60 Minutes" da emissora "CBS". A transcrição de alguns trechos foi lida nesta quarta-feira pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em sua entrevista coletiva diária. "Não Exibimos essas coisas como um troféu", indicou o presidente americano, que justificou sua decisão ao considerar que a publicação das imagens poderia colocar em perigo a segurança das tropas americanas no exterior, diante do risco de represálias por parte de simpatizantes da Al Qaeda. O presidente disse ter conversado com sua equipe de segurança nacional, especialmente com os secretários de Defesa, Robert Gates, e de Estado, Hillary Clinton, e "todos estiveram de acordo" com a decisão de não divulgar as imagens. "É Importante assegurar que fotos de alguém com um tiro na cabeça não circulam por aí como uma incitação a mais violência", argumentou o chefe de Estado americano. Obama minimizou a possibilidade de surgirem dúvidas sobre a autenticidade da morte. "Estivemos Supervisionando as reações mundiais e não há dúvidas de que esteja morto". Publicar as imagens, acrescentou, "não faria nenhuma diferença". Nas palavras de Obama, o importante é que "nunca mais se verá Osama bin Laden caminhar sobre a face da Terra". A emissora planeja transmitir o vídeo dessa declaração nesta quarta-feira à noite, mas a entrevista completa irá ao ar apenas no domingo, segundo informações da própria "CBS" em seu site. Com essas declarações, Obama encerra um debate interno na Casa Branca sobre a conveniência de divulgar ou não as fotos, consideradas como "truculentas" pelo porta-voz presidencial, Jay Carney. Segundo a imprensa americana, que cita fontes do Congresso, as imagens que a Casa Branca possui do corpo de Bin Laden mostram uma grande ferida sobre o olho esquerdo do líder da Al Qaeda, onde se pode ver sangue e líquido encefálico. O terrorista mais procurado do mundo foi atingido na madrugada de segunda-feira (pelo horário de Islamabad) por tiros na cabeça e no peito, em uma operação executada pelas forças de elite da Marinha americana em uma residência de Abbottabad, localidade montanhosa a cerca de 100 quilômetros de Islamabad. Um dos fatores que mais pesou para a decisão da Casa Branca de não divulgar as imagens era o possível efeito "incendiário" que elas poderiam causar, enfurecendo simpatizantes de Bin Laden. Embora setores da população, como familiares das vítimas dos atentados do 11 de Setembro, tenham pedido a publicação para, assim, poderem encerrar este assunto e constatar a morte do terrorista, a Casa Branca seguiu os argumentos dos que preferiram manter as imagens classificadas. O presidente do Comitê das Forças Armadas na Câmara dos Representantes, o congressista republicano Mike Rogers, havia advertido que divulgar as imagens poderia aumentar o perigo para as tropas mobilizadas no Afeganistão ou em outros lugares do exterior. A decisão de não publicar as fotos ocorre um dia antes de Obama viajar a Nova York para visitar o Marco Zero -local onde ficavam as Torres Gêmeas. O líder irá deixar um ramo de flores e pretende se reunir com familiares das vítimas do 11-9. A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira que, em sua visita ao Marco Zero, Obama não deve fazer declarações públicas. A morte de Bin Laden fez disparar a imagem política do presidente nas pesquisas de opinião. Segundo pesquisa divulgada pelo jornal "The Washington Post" na terça-feira passada, a popularidade de Obama estava em 56%, alta de nove pontos percentuais. Já uma pesquisa publicada nesta quarta-feira pelo "The New York Times" indicava 57% de popularidade, aumento de 11 pontos em relação à do mês passado.
Published with Blogger-droid v1.6.8

Preso de Guantánamo diz que vingança à morte de bin Laden pode ser uma bomba nuclear

Sharif al Masri, um jihadista egípcio detido no Paquistão em 2004, confessou à Central de Inteligência Americana (CIA) e ao FBI que a morte do terrorista Osama bin Laden seria vingada com a explosão de uma bomba nuclear. “Se Osama bin Laden for capturado ou assassinado, a bomba (nuclear) será detonada nos Estados Unidos”, declarou Masri. A declaração aparece na ficha elaborada pelo Departamento de Defesa americano sobre Abu Faraj al Libi em 2008, a qual teve acesso o jornal espanhol El País, que divulgou as informações. Al Libi, um dos presos mais valiosos de Guantánamo, é um líbio vinculado a experimentos de guerra nuclear, química e bacteriologia em campos de treinamento no Afeganistão realizados pela Al Qaeda. A ficha de al Libi diz que ele é fascinado desde jovem pela jihad e era um colaborador próximo de Osama bin Laden e de seu escudeiro Ayman al Zawahari. Segundo a confissão de Masri, al Libi seria o jihadista autorizado a dar a ordem da explosão. Al Libi entrou na Al Qaeda e foi nomeado chefe de operações da organização depois da detenção em 2002 do paquistanês Jalid Seij Mohamed, cérebro do atentado de 11 de setembro que também está preso em Guantánamo e que supostamente deu pistas sobre o mensageiro que vivia com bin Laden no Paquistão. Um outro preso revelou que al Libi teria 50 suicidas preparados para suas operações. Sharif al Masri também confessou que a Al Qaeda possui uma bomba nuclear na Europa, mas tem dificuldades para deslocá-la. Quem sabe onde está a bomba é al Libi, segundo o detido egípcio.

De acordo com o documento, depois dos ataques de 11 de setembro, bin Laden encarregou ao seu chefe de operações e outros membros do conselho da organização o planejamento da “nova jihad”. A mudança da nova luta dos terroristas se deve à detonação da “bomba suja”, um explosivo nuclear caseiro que poderia matar milhares de pessoas e desencadear reações químicas e bacteriológicas como as ensaiadas em campos de treinamento afegãos. Os interrogatórios a presos da Al Qaeda em Guantánamo repetem a informação de que a “bomba suja” está ao alcance dos jihadistas, segundo informações do El País.
Published with Blogger-droid v1.6.8